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Jeová Nissi


 
09/03/2016 
 
"O Senhor é minha bandeira" (Êxodo 17:15). Percebo ser essa uma expressão um tanto incompreendida pela igreja moderna. Sem querer entrar na questão hebraico-português mas fazendo uma analogia histórico-medieval, vamos nos lembrar do que já vimos em alguns filmes desse gênero. 
Quando um exército saía para guerra contra um inimigo, além de usarem toda uma vestimenta específica, eles carregavam a sua frente uma estaca com o brasão(uma bandeira) do reino ao qual pertenciam e pelo qual lutavam, lembra? E só essas informações já nos dizem muito sobre a expressão “Jeová Nissi”. 
Podemos deduzir em primeiro lugar que as pessoas que compõem esse exército residem em um local normalmente chamado de reino. Por consequência, os reinos são governados por um rei. Esse rei convoca pessoas que queiram fazer parte do seu exército. E quando essas pessoas atendem ao chamado são enviadas para uma guerra contra povos inimigos. Para se identificarem fora de seu território eles carregam estandartes – aquelas bandeiras pendurados em longas estacas. 
Façamos então as devidas transposições: Somos cidadãos do reino dos céus (território – SL 100.3), governado por um rei (Jesus – AP 19.16), que convoca pessoas para seu exército (salvação – MT 11.28), para lutar contra inimigos (que não são de carne ou sangue – EF. 6.12), e cuja bandeira é o amor (JO 13.35). 
Logo, quando você usa a expressão JEOVÁ NISSI, você não está dizendo que Deus está lutando as suas lutas, pelo contrário, você está dizendo que VOCÊ está lutando as lutas de Deus, pois um soldado não luta em causa própria mas em nome do Rei. 
Por essa razão o uso equivocado desse nome de Deus em uma igreja cada vez mais incapaz de analisar se os seus interesses são: legítimos interesses celestes ou meros caprichos humanos em busca de satisfação pessoal, para não dizer, uma indisfarçável vaidade de subjugar o outro em supostas vitórias. 

Desse modo, quando pensarmos novamente em dizer que o “Senhor é a nossa bandeira”, estejamos certos de que nossa real intenção é dizer para o mundo que fazemos parte do reino dos céus, que temos a Jesus como Rei e que não lutamos mais pelos nossos próprios interesses, antes defendemos os interesses Dele, cujo estandarte é o Amor, e a vitória está em que: “Venha o TEU reino, faça a TUA vontade, assim na terra, como nos céus”(MT 6.10). 

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